ARTIGOS DIVERSOS

Estar sozinha em isolamento

Essa mensagem é uma oferenda de coração para as mulheres que estão sozinhas agora em isolamento ou mulheres que, em geral, desejam mais conforto na solitude. Fiquem a vontade para compartilhar em privado. HOMENS que se interessarem no assunto: tudo se aplicada igualmente, é só fazer uma transposição do masculino pro feminino e as respectivas qualidades no item 1….  Me baseio em experiência própria, fatos reais e reflexões internas! Ao longo da minha vida passei bastante tempo sozinha, viajando ou não, e apesar de apreciar imensamente compartilhar com outras pessoas, sempre me pareceu essencial desenvolver a capacidade psicológica-física-espiritual-emocional de estar sozinha e muito bem com isso. Vou pular a parte de como e porque isso aconteceu na minha vida particularmente, o que interessa aqui é: o que tenho aprendido com isso. Não fiz uma lista do que você deve fazer ou não, simplesmente compartilho como tem sido pra mim.

Estes são os temas, pule se não interessar:

1. Qualidades do masculino 2.Me abraçar 3.Me amar  4.Autocuidados 5.Pratica  6.Escrever 7.Ler  8.Instrumento musical  9.Minha casa meu templo 10.Forças de presença 11.Disposição para se enxergar  12.Disposição para oscilação  13.Permitir e respeitar o espaço  14.Oração e Contemplação  15.Seguir os ciclos e ritmos da natureza 16.Dançar  17.Fundamentos psicológicos e espirituais 18.Sensualidade solo

1. Qualidades do masculino. Quando viajo ou convivo com um ou mais homens (ou mulheres com MUITA energia masculina) por perto (seja em grupo, em família, ou com companheiro) é fácil, a nível energético: projetar qualidades do masculino nesse homem ao meu lado. E a nível físico: deixar que o homem exerça várias coisas a nível prático ou como diriam `coisas de homem´! Isso apesar de ser confortável é perigoso, porque começo a deixar meu masculino-interno de lado, e começo a me acostumar, ou até depender, de um homem do meu lado. Estando ou não com um homem do lado, é ESSENCIAL que eu desenvolva em mim qualidades do masculino, para que eu me sinta (e seja) completa EM MIM sem depender do outrO. Entre essas qualidades, algumas a serem resgatadas são: me proteger, me sustentar, ter a força, foco e estabilidade, saber me acolher, etc. Essas são apenas algumas das qualidades do masculino que ao longo da minha vida tive a honra de receber, e hoje, busco fortalecer em mim. Para isso, devo confiar em mim, deixar de lado crenças enraizadas limitantes, deixar de lado a identificação com o gênero e me transformar. Isso não quer dizer que você tem que virar uma mulher-macho, a harmonia é mais saudável.

2.Aprender a me abraçar...

Quando estou isolada, um dos maiores desafios é a falta da presença de outros humanos. Nesses momentos primeiramente busco a presença em mim, logo busco a presença divina na natureza, logo busco a presença divina dentro de mim e depois de um tempo respirando não me sinto mais só. Posso também buscar e sentir o apoio energético, na conexão com os antepassados, neles encontro uma fortaleza que me suporta. Posso também buscar dentro do meu coração a presença de irmãos e irmãs muito queridas co as quais estou conectadas, conexões verdadeiras oferecem apoio energético surpreendente!  

A outra opção, se eu não consigo- ou não quero- buscar esses apoios, é que PERMITO sentir a amargura, permito sentir essa falta, esse frio profundo, escuto ele (fazendo o mínimo de comentários possíveis)…..com essa escuta podem vir dores (psico-somáticas)… podem submergir traumas profundos…. podem vir muitas lágrimas ou outras manifestações emocionais…. mas fazendo isso, aos poucos a necessidade do abraço vai passar e tendo encarado dessa forma me dou a chance de alquimizar a dependência do afeto do próximo e transmutar, transcender. Parar de projetar a conexão nos humanos e despertar pra disposição da conexão divina que independe dos fatores externos.  Não é agradável mas faz amadurecer.

3.Me amar.

Se estou sozinha dias e noites a fio é mais agradável se apreciar muito a minha própria presença! Que eu esteja em paz comigo mesma. Aprender a me escutar, a escutar meu corpo físico, minhas emoções e toda a miríade de coisas que se passam dentro de mim. Aos poucos, vou tirando os véus que me escondem (de mim mesma) e vou descobrindo meu próprio JUICE. Bebo da minha própria fonte. Aprecio a beleza dos momentos, me contentando em ser a única testemunha. Aprecio um vinho ou um mate comigo mesma. Permito que os pássaros sejam meus cumplices na apreciação de um por do sol...  Eu e Eu, a presença do divino feminino aqui e agora, Eu e Eu a presença de Jah dentro de mim e na minha volta.

4.Autocuidados.

A vida solo com auto cuidados é MUITO mais agradável! Estabelecer esses autocuidados quando estou sozinha é uma conquista, porque quando finalmente estou com alguém, ou num grupo, não fico projetando a distorção (consciente ou inconsciente) de que dependo do cuidado dos outros! Dessa forma, me torno mais responsável por mim e minhas necessidades! A nível pratico estes cuidados são muito, alguns exemplos:

-deliciosas automassagens (com um óleo cheiroso e quentinho)

-banhos aromáticos rejuvenescedores ou banhos de folhas espirituais e poderosos

-cuidados de alimentação….fazer minha própria comida vibrante

-manter minhas praticas, leituras, sadhanas, exercícios, hobbies, trabalhos

são inúmeros pequenos rituais que fazem toda diferença. A nível mais sutil esse autocuidado passa por uma escuta cada vez mais afinada e sensível para com o que se passa nas nossas psiques e um discernimentos das nossas reais necessidades físicas-emocionais-etc.

5.Pratica.

É um verdadeiro tesouro ter tempo/espaço disponível, onde posso mergulhar na minha pratica diária -ou frequente. Pessoalmente, tenho um par de praticas prioritárias, e quando estou sozinha é maravilhoso estar disponível para praticar sem limitação. Claro que posso manter a pratica quando estou com alguém ou um grupo, porém a exploração individual tem um gosto particular, além disso a disciplina conquistada, que se aflora o longo da constante prática sozinha é algo sólido.

6.Escrever.

Quando ouvi falar que as pessoas escreviam (estilo diário) suas emoções pra se sentirem melhor achei aquilo muito engraçado. Porém, um dia, espontaneamente me vi fazendo isso, e o efeito é realmente libertador! Sinto que um emaranhado de emoções e ideias se libertam da mente pro papel. Ao invés de reprimir o que se passa dentro, a energia é canalizada sem muita reflexão. Isso se aplica tanto quando estamos com questionamentos profundos de existência, ou quando estamos apaixonadas, ou quando estamos putas da cara, o papel em branco é muito receptivo e aceita TUDO! Principalmente quando tenho questões difíceis de serem resolvidas, gosto de escrever tudo que sinto sem pensar muito (incluindo onomatopeias e palavrões!), afinal são desabafos meus e nenhuma carta a ser compartilhada. Depois de um tempo (até mesmo alguns dias ou semanas) é muito interessante encontrar essas mensagens e ver onde eu me encontrava emocionalmente, e até rir de tudo que escrevi Não escrevo só desabafos! Escrevendo encontro uma forma de expressar minha paixão pela vida, pelas pessoas. É uma forma de canalizar emoções, pensamentos, ou para trazer silencio. 

 

7.Ler.

Sinto que livros muito bons são como velhos amigos experientes me contando o que sabem! E outros são como cartas longas de amor que vão me nutrem profundamente, outros que trazem questionamentos e insights, outros serenatas de grandes poetas ao alcance das mãos. Ler livros bons quando está sozinha é um alento. Mergulho, estudo e aprendo MUITO de forma auto didata (é bom colocar em pratica oque se lê)  viajo mundos, me entrego ao universo literário!

8.Um instrumento musical.

Abençoados instrumentos que chegam nas minhas mãos! Os instrumentos musicais podem ser poderosíssimos instrumentos de cura, companheiros, fontes de alegria e paz, oportunidades de afinação interna entre muitos, muitos outros. Um instrumento é um auxiliar na canalização da energia criativa em nós. Com um instrumento rezamos musicalmente.  A presença que o violão teve na minha vida não tem nem descrição, incontáveis vezes acordei na cama abraçada com ele depois de tocar até adormecer, incontáveis vezes me senti sozinha e foi a vibração das suas cordas que me acalmou, incontáveis vezes ele me ajudou a expressar meu amor, minha raiva, minha tristeza e tantas emoções. Já diria Caetano “como é bom poder tocar um instrumento”. E lembrem se! Através de vossas bocas, partindo do âmago de vosso ser que ecoa um grande instrumento: TUA VOZ incomparável. Explore-a, celebre-a, como um passarinho cante a existência sem porque.

9.Casa/quarto meu templo.

Faço da minha casa meu templo particular, meu universo de mil possibilidades, um oásis de beleza e conforto onde meu corpo e minha alma podem ser acolhidos e celebrados. Minha casa reflete como estou por dentro, por isso procuro deixa lá sempre organizada e limpa, não por neurose mas por fluidez, clareza. Se por acaso me relaxar e não estiver afim deixo que o caos tome conta por um par de dias, mas logo permito quando uma ondas de renovação surfe dentro de mim e passa pela casa como uma Maria furacao botando tudo em ordem e harmonia, ao som de musica boa e com um incenso bom queimando. Minha casa, meu templo, tem sempre um altar principal (pode ter outros secundários), e ao menos uma vez por dia gosto de me sentar em frente a esse altar. Ele é como que o coração da casa, que acolhe minhas angústias, que recebe meus agradecimentos, que comporta minha energia de devoção, e em momentos de crise posso me sentar frente a ele e ser alimentada pela vibração depositada ali.

 

10.Forças de presença.

Ao logo de muitas noites e dias só, percebi que existem certos fenômenos que tem em si uma presença forte que me faz sentir acompanhada e acolhida. Desfrutei e ainda desfruto muito dessas companhias. Para você podem ser outras coisas, cabe a você descobrir. Para mim algumas delas são o fogo (fogueira), a música e pontos específicos na natureza. *Animais são, certamente, grandes forças de presença, mas a não ser que você consiga ter um saudável desapego, essas presenças acabam se tornando apegos e bengalas.

 

11.Disposição para se enxergar.

Oportunidade de se enxergar é um dos maiores presentes de estar só. Quando estamos com outras pessoas temos o presente de através da interação com elas enxergarmos padrões e partes de nós que não conseguiríamos ver quando estamos sós. Porém, estar só pode trazer muitas coisas escondidas a tona. Se eu tenho disposição e HUMILDADE pra me enxergar, coragem para abrir a caixa de pandora do meu peito, se eu permito tempo e espaço e não fico tempo todo me ocupando com algo, então eventualmente pode submergir das profundezas do meu ser, coisas que há muito tempo deveriam ser ESCUTADAS, mas fui deixando pra depois. Coisas doloridas, coisas de vergonha, medo e culpa, coisas de arrependimento, coisas sexuais, coisas familiares, coisas, coisas…quando eu permito e me enxergo, me desabo e com força e sabedoria me alquimizo e me curo, me sinto muito melhor do que quando reprimo ou deixo pra depois. Mas sinto que não é bom nem forçar nem negar, deixo que aflore naturalmente. A pratica de yoga com sensibilidade, o sentar-se em silencio, a nutrição consciente e refinada, o jejum, o estar imersa na natureza crua, a oração, o dançar sem padrões, o fazer-amor e magia sensual com consciência (em certos casos), assim como outros fatores, facilitam/desencadeiam esses processos.

12.Disposição para oscilação

Nós somos como a própria natureza, em constante mudança por dentro e por fora. Quando estamos envolvidas com atividades cotidianas (por melhor que seja) acabamos, talvez,  tendo menos espaço/tempo para perceber essa oscilação, ou se percebemos, as atividades, os encontros com amigos/família, os passeios, nos ajudam a circular energia, emoções, etc. Porém, quando estamos sós, e com menos distrações, menos atividades pra canalizar  e transmutar energia, menos presença de quem nos apoie, entre outros, acabamos nos deparando com um espaço vazio que se torna um espelho, esse mesmo espelho que mostra coisas pra nos enxergarmos. Até aí já foi falado. O fato, depois de um tempo percebendo a minha oscilação de energia/humor/emoções, percebi que na verdade não tinha nada de “errado” com isso, as oscilações são um processo natural, os problemas começam resisto ou nego elas, se me identifico ou afogo em algum ponto dessas oscilações, entre outros. Concluindo, para ser uma boa marinheira sozinha, esteja pronta pra todos os tipos clima! Desde os mais calmos até os mais intensos! Querer ficar SEMPRE em um mesmo estado emocional/energético/físico é um objetivo com o qual você pode se frustrar muito! É natural que as ondas venham e é saudável reconhecermos que no fundo do nosso oceano tudo está sempre em paz independente disso. Essas ondas podem se acalmar, naturalmente conforme despertamos.

13.Permitir e respeitar o espaço.

Por mais que música, leitura, entre outras coisas do gênero sejam boas, é saudável não OCUPAR o espaço com ALGO o tempo inteiro. Isso pode ser desafiante porque -frequentemente- é mais confortável ocupar a mente com alguma coisa, porém assim desperdiço a oportunidade de usufruir de grandes TESOUROS de estar só (falamos sobre isso anteriormente). E falando nisso deixar a internet de lado é essencial, A INTERNET É UMA BENGALA PERIGOSA pra quem está só, a internet é uma ferramenta de pesquisa e comunicação (em geral), UTILIZO a ferramenta, não sou DOMINADA por ela (por mais NORMAL que isso seja hoje em dia

14.Oração e Contemplação

Esses dois dispensam muita explicação. Quando os incorporo na minha vida diária, só ou acompanhada, os resultados são imediatos e profundamente belos dentro de mim. 

 

15.Seguir os ciclos e ritmos da natureza. Quando estou sozinha, me sinto muito mais conectada com “a força” quando estou ciente dos ciclos da natureza. Percebendo a dinâmica de cada estação no ambiente a minha volta e no meu corpo, me alimentando e plantando de acordo com a estação, desfrutando profundamente da qualidade de cada estação. Ficando ligada nas fases da lua e seguindo o que suas respectivas dinâmicas convidam; dentro do possível-ou desejado- seguindo seus respectivos rituais; dentro do possível organizando coisas praticas de acordo com as fases (corte de cabelo, podas, colheitas e plantio, corte de grama, preparações herbais, datas de encontros sociais, etc); percebendo a relação do meu ciclo menstrual com a lua; percebendo as mudanças do mar e do meu mar interno, entre outros. Isso também, NATURALMENTE, faz com que minha vida seja repleta de celebrações da natureza, que são celebrações a própria vida e assim me sincronizo e…. me divirto!

16.Dançar

Movimento é cura! É arte, é celebração,  é transmutação, é meditação é tudo de bom! Quando danço expresso meu interior ou deixo que a força da vida me dance como ela quiser, de forma completamente espontânea. Dançar faz tão bem ao corpo, ao espírito e a alma! Quando danço nunca estou só, danço com o espaço, o espaço sagrado que me envolve. Quando danço falo, quando danço rezo. Quando danço, se me entrego de verdade posso me resgatar, puxo da minha própria fonte a alegria e gratidão de viver. Dançar não requer saber passos, só fluir e escutar pra onde o corpo quer te levar, sem referências, sem medo.

17.Fundamentos

Acredito que esse é um dos pontos mais importantes na construção de um templo interno de estar confortável/em paz sozinha. Na minha caminhada, vários fundamentos psicológicos/espirituais me ajudaram imensamente a atravessar dias e noites a fio e todos os desafios que vem com isso. Vou compartilhar alguns fundamentos que foram importantes para mim, porém, como cada um te uma história de vida diferentes, naturezas internas/externas diferentes, etc, logo outros fundamentos serão necessários pra você, e somente a própria vida, através de pessoas, literaturas, insights e situações poderão trazer exatamente oque você precisa aprender. Para mim alguns pontos que foram essências olhar e cavucar bem fundo foram a questão do afeto, do apego, das projeções, das suposições, entre outros aspectos. Não posso deixar de mencionar os medos específicos que em geral assolam mulheres que andam sós: medo de abuso sexual, de violência, etc. Parando pra ver, todos tem sua raiz em algum medo profundo, especialmente medo da morte. Obviamente esse assunto da MUITO pano pra manga e não pretendo transcorrer aqui, o que quero dizer é que se quer estar sozinha será de MUITA utilidade fazer seu trabalho interno, e não é pouco.

Não é saudável ficar frequentemente com os mesmos padrões de pensamento, especialmente aqueles de projeções, de suposição do tipo: -se eu estivesse com alguém OU -se eu estivesse em tal lugar, ETC.

 

18.Sensualidade solo.

Bom, esse assunto tem MUITAS variáveis e considerações! E não sou nenhuma especialista no assunto, no entanto aí vão apenas algumas reflexões da minha parte…

Quando dois corpos se encontram intimamente uma intensidade surge em mim, essa intensidade já estava dentro de mim. Ao projetar que a intensidade é exclusivamente causada pelo encontro, enfraqueço a minha capacidade de acessar essa intensidade quando estou só.

Algumas formas como tenho entrado mais em conexão comigo mesma e/ou lidado com essa energia sexual/sensual sozinha::

-aceitando que quando energia sexual/sensual não está sendo ativada não tem nada de errado

- não me comparar com os outros! Não me submeter às referências da sociedade (ou do meu entorno) de como a minha sexualidade/sensualidade deve ser!! Isso é muito importante!

 

-fazendo MUITO trabalho interno em relação a traumas/bloqueios relacionados a sexualidade. Assim me alquimizo e fico cada vez mais confortável comigo mesma (com meu corpo como ele é, com a minha mente e meus desejos, com minha alma e sua sensibilidade, etc). Essa trabalho interno tem sido feito sozinha, em grupos de mulheres, em retiros, em iniciações, etc.

-percebendo que a energia sensual está presente NA NATUREZA e me entregando posso senti-la. Ela é altamente erótica, pura força crua. Os animais, o sol que penetra,o vento que acaricia, a vitalidade da mata… beleza e as correntes de energia da natureza pode deliciosamente me atravessar se permito.

-percebendo que estar bem comigo mesma (em todos os níveis) é um requisito básico para que essa energia aflore naturalmente (estando com alguém do lado ou não).

-entendendo e vivenciando que a geração da energia sensual não está completamente nas minhas mãos, pode vir ou não. Porém alimentar ela ou não está nas minhas mãos.

-me ajuda IMENSAMENTE me nutrir com o abraço e carinho de amiga(o) ou família, porque muitas vezes oque estamos precisando é desse calor humano, e não do sexo especificamente.

***Em períodos de celibato que não quero alimentar a energia sexual me auxilia:

-praticar yoga, com atenção especial aos pranayamas e posturas invertidas

-fazer atividades que me nutrem profundamente como surfar, tocar, etc.

-adotar uma alimentação mais suave, menos rajastica, mais sattvica.

-entrar em uma onda de devoção e pureza já que posso dedicar mais tempo e energia a isso.

-conectar e vivenciar minha criança interna já que ela é feliz e completa e… virgem!

-dançar! Pra circular essa energia e também eventualmente outros sentimentos e energias que emergem dançando. Essa circular ajuda num esvaziamento interno saudável.

****Em períodos de solitude quero manter/alimentar/circular a energia sexual me auxilia:

-dançar! Todas as danças que meu corpo quiser inclusive sensualmente! Quando sinto muita energia acumulada na área pélvica gosto de danças que sejam bem conectadas com a terra (que bato com o pé no chão, que me agacho, me conecto com a terra). Danças sensuais como dança do ventre pra circular essa energia nos quadris. Dançar com músicas que me façam rebolar! Dançar permite que a energia no corpo todo flua e não fique estagnada!

-se você for desinibida o bastante, e tiver alguém especial que honre você, pode ser saudável compartilhar, à distância, suas expressões eróticas (poesias, danças, textos, etc) por mais que seja on-line faça disso um ritual, sua intimidade é sagrada.

-fazer exercícios físicos, ativar e honrar esse maravilhoso corpo templo que Deus me deu, cheio de saúde e vitalidade! E desfrutar dos inúmeros benefícios de movimentar o corpo.

-fazer lindas auto-massagens com óleo morno aromatizado, sentar com calma e sensibilidade e dar muita atenção ao meu corpo. Sinto que a auto-massagem além de terapêutica é também uma forma de entrar em contato com meu corpo e cada vez mais aprofundar a intensidade comigo mesma, descobrindo meus pontos sensíveis, percebendo cada vez mais lucidamente a sacralidade do meu corpo, descobrindo partes de mim que nunca havia tocado antes, etc.

-não ficar projetando o acontecimento intimo com alguém em algum lugar em algum momento, por que isso não é a realidade e só fica alimentando um ciclo vicioso da mente. Vale mais se aceito a situação como ela e evito maiores sofrimentos. Posso até pensar no gato (a) como uma linda fonte de inspiração pra ativar a sensualidade, tudo bem!

 

-me tocar sensualmente quando meu corpo pede… pessoalmente isso é facilitado quando  danço antes ou faço uma automassagem ou uma meditação, como uma preparação pra esse momento de intimidade, sensibilidade e escuta. Me tocar intimamente (acho feia a palavra masturbação) é me lambuzar no meu próprio mel, é fazer a fogueira com o meu fogo! É tocar, (talvez melhor do que ninguém!) as partes que adoro do jeito que eu adoro por quanto tempo eu quiser! É desvendar a caverna! explorar a floresta! Hahhah é lindo. Já que estamos falando disso recomendo pra vocês duas exploração íntimas terapêuticas 1. Massagear com a ponta dos dedos a exatamente entre as costelas, tudinho! inclusive bem nos seios! É exatamente por não tocarmos essas áreas com mais profundidade (física) que muitas emoções/traumas se armazenam ali! Vá fundo e podes encontrar nós que aos poucos, com muto carinho e talvez um tanto de dor, esses nós vão soltar, e a sensação é maravilhosa! Vale a pena. 2.Mapeamento da yoni (vagina), com tempo e calma, e com as pernas bem relaxadas (talvez um yoga antes focado na abertura das pernas caia bem) Toque sua yoni com muito respeito e honra, comece fazendo apertando pontos em volta da virilha, e perto dos lábios, toque um ponto de cada vez indo fundo e devagar. Depois penetre a yoni com um ou dois dedos e pare em um ponto(na parede dela), aprofunde o toque e sinta esse ponto, depois vá pro ponto ao lado, pare va mais fundo e sinta, e assim por diante até fazer todo o circulo da parede da yoni (tanto mais perto da “porta” quanto mais profundo). A ideia é parar com muita calma em cada ponto e perceber se cada ponto está “anestesiado” OU se causa dor Ouse causa prazer OU outras inúmeras e misteriosas reações. Se você fizer esse trabalho com verdadeira paciência e profundidade verá a magnitude dos resultados (ME CONTE DEPOIS!).

 

Finalizando

Muitas coisas mais gostaria de escrever minha amigas, mas sinto que a mensagem deve ser passada agora. Solidão, solitute…Independente das conotações que essas palavras tenham para nós, desde solidão dramática, até uma nutritiva e pacífica solitude, o importante é aceitar completamente que é exatamente isso que a vida está nos trazendo agora. Com essa aceitação talvez possamos começar a aproveitar melhor todos os presente que vem com essa realidade (dos mas doces aos mais amargos). Que possamos nos sentir cada vez mais fortes e completas em nós, assim, quando nos encontrarmos a celebração será ainda mais linda e madura. Seguimos expandindo. Axé

 

*ps: não citei a área profissional (trabalho) porque a maioria das pessoas estão paradas agora, mas se você encontrou uma forma de atuar profissionalmente em meio a pandemia, maravilha! Essa é outra atividade que durante a solitude pode nos fazer bem, contanto que não direcionemos toda nossa energia pra isso (pode virar obsessão ou neurose!) 😊 

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